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AMIB apresenta Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras

  • 7 de ago.
  • 2 min de leitura

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), apresenta os resultados do “Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras”, estudo que traça um amplo panorama dos profissionais que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva em todo o país.

A pesquisa avaliou 2.338 médicos, contemplando profissionais com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina Intensiva, médicos com RQE em especialidades correlatas e profissionais sem qualificação específica na área. A metodologia permitiu analisar aspectos relacionados à formação, distribuição regional, mercado e condições de trabalho, saúde mental, bem-estar e perspectivas futuras da carreira.

Entre os principais achados, o levantamento evidencia importantes desigualdades regionais na distribuição e qualificação dos profissionais. Há maior concentração de médicos com RQE em Medicina Intensiva nas regiões Sudeste e Sul, enquanto Norte e Nordeste apresentam proporcionalmente maior participação de profissionais sem RQE específico. O estudo também aponta diferenças nos vínculos profissionais, na dedicação à especialidade e na realização de plantões noturnos.

Outro aspecto relevante é a diferença percebida entre as condições de trabalho nos setores público e privado. De maneira geral, os profissionais do setor privado relatam melhores condições estruturais, maior disponibilidade de insumos e processos assistenciais mais padronizados. No setor público, destacam-se desafios relacionados à infraestrutura, disponibilidade de recursos e sobrecarga de atividades.

Os resultados reforçam a necessidade de ampliar a formação especializada, estimular a fixação de intensivistas em regiões com menor disponibilidade de profissionais, aprimorar as condições de trabalho e fortalecer as equipes multiprofissionais.

Com o estudo, a AMIB reafirma seu compromisso com a valorização e a qualificação dos profissionais que atuam nas UTIs brasileiras e com a construção de uma Medicina Intensiva cada vez mais segura, equânime e humanizada.


O documento completo está disponível para consulta e pode ser acessado através do link abaixo:



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